“Talvez eu seja Tati Bernardi demais. Talvez mal-humorada, sínica, neurótica demais. Metidinha a intelectual, quem sabe. Piadista também, daquelas bem patéticas que só se sentem sexy fazendo essas piadas irônicas. Quem sabe esse seja o problema todo, homens tem medo de mulheres assim. Muito mais fácil se arranjar com aquelas menininhas fúteis e superficiais que simplesmente colocam um decote e já conquistam. Afinal, quem quer essa complicação toda que eu carrego? Quem tem paciência pra desvendar essa áurea de mistério, quem consegue enxergar além da frieza misturada em minhas olheiras? Quem tem se quer vontade de se aproximar de uma pessoa que exala mau humor como eu? Pois então, ninguém. E sinceramente? Me recuso a mudar. Me recuso esconder todo esse meu lado insuportável atrás de um ‘eu superficial’ só pra encantar alguém, só pra alguém se quer olhar pra mim. Então talvez esse seja o real problema: eu mesma. Mas foda-se, por mais que eu me torne esse ser superficial, hora ou outra a vítima que resolveu se aproximar descobriria a verdadeira pessoa por trás disso. E iria embora, certeza. Todos foram.”
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[…] e se for pra ir embora assim, melhor nem chegar perto. Talvez meu fetiche seja esse, viver sozinha mesmo… (via
desapgar)